
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 0,33% em maio, depois de alta de 0,52% em abril. A desaceleração mensal sugere alívio na margem, mas não elimina a pressão acumulada sobre contratos. Em 12 meses, o índice avançou 5,42%, acima dos 4,49% registrados no acumulado até abril. A combinação mostra um mercado menos acelerado no curto prazo, mas ainda marcado por reajustes relevantes na comparação anual.
Entre as quatro capitais pesquisadas, São Paulo manteve a 12ª alta consecutiva, embora o avanço tenha desacelerado de 0,32% em abril para 0,22% em maio. No Rio de Janeiro, a variação passou de 0,70% para 0,34%; em Belo Horizonte, de 1,17% para 0,64%; e em Porto Alegre, de 0,40% para 0,32%.
No acumulado de 12 meses, São Paulo lidera, com alta de 7,56%, seguida por Belo Horizonte, com 5,28%, Porto Alegre, com 3,71%, e Rio, com 2,10%.
Na avaliação do Ibre/FGV, parte do resultado acumulado ainda reflete a volatilidade observada entre 2024 e 2025. A expectativa é que, ao longo de 2026, os dados passem a capturar um ambiente de maior estabilidade nos preços.
Se esse cenário se confirmar, a tendência é de desaceleração do mercado de locação e de índices de reajuste contratual inferiores aos registrados no mesmo período do ano anterior, com impacto direto sobre negociações, renovações e projeções de receita.
O IVAR é acompanhado de perto porque mede valores efetivamente negociados em contratos de locação intermediados por administradoras de imóveis. Diferentemente de indicadores baseados em anúncios, o índice captura o preço fechado entre locadores e locatários, oferecendo uma leitura mais próxima da indexação contratual e da renda imobiliária recorrente. Para proprietários, administradoras e investidores, essa base ajuda a separar intenção de preço de transação realizada.
Com informações de UOL / Estadão Conteúdo BY Nathalia Costeira

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